Blog do Paulo DAuria

14/12/2009

Dedo de moça - Antologia das Escritoras Suicidas



Gente, o Escritoras Suicidas, aquele site pirante só com literatura feminina
de primeira, está lançando sua primeira antologia, "Dedo de Moça".
Minha amiga Patty Flag não poderá ir por ordens médicas
(ela está com 83 anos e mora no Rio de Janeiro),
mas o lançamento contará com escritoras bacanérrimas como
Mariza Lourenço, Virna Teixeira, Valéria Tarelho,
e Cida Pedrosa!

Tudo isso acontece neste sábado às 15:30H na
Livraria Martins Fontes
Av. Paulista 509

Vale muito a pena conferir!!!

Dedo de Moça comemora um projeto que dura (e nos diverte!) há 4 anos. Em outubro de 2005, quando o site Escritoras Suicidas foi lançado na internet, não sabiamos no que ia dar. Hoje o que se sabe é que brincar com estereótipos — ainda que a intenção não seja necessariamente essa — é um jeito gostoso de se quebrar paradigmas.

O livro, com apresentação do músico, compositor e escritor Guttemberg Guarabyra, texto de orelhas do escritor Nelson de Oliveira, e ilustrações de Eliége Jachini, reúne contos e poemas de 30 autoras brasileiras. Bem, nem todas são mulheres. Mas com exceção de Dominique Lotte e Romina Conti, pseudônimos, respectivamente, dos escritores Iosif Landau e Rodrigo de Souza Leão, falecidos em 2009, nenhum outro autor nessa antologia revela sua identidade masculina ou o que existe sob as suas vestes femininas. Vale tentar advinhar.


Escrito por Paulo DAuria às 20h43
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09/12/2009

Quando eu for nome de biblioteca + Última Chamada

Quando eu for nome de biblioteca,
meninas brincando de boneca,
primaveras em setembro,
águas em março.

Crianças trocando rimas,
poetas conspirando mundos,
arquitetos jogando pega-varetas,
tecnocratas costurando meias.

Quando eu for nome de biblioteca,
flanelinhas declamando Drummond,
intelectuais plantando batatas,
mendigos tomando aulas de dança de salão.

Tudo como era antes
e nada como antes.
Que pouco se reconheça
e as pessoas se cumprimentem nas ruas
quando eu for nome de biblioteca.

+ + + + + + + + + + + + + +

Última Chamada!

The Best of Poetas do Tietê
neste sábado, 20:00H no Tendal da Lapa
Rua Constança, 72


Escrito por Paulo DAuria às 13h14
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02/12/2009

A mulher da vida + The best of Poetas do Tietê


Imagem: Mulher com braçada de flores,
Di Cavalcanti

Apontaram-te na rua e me disseram:
- É mulher da vida.

Pensei logo em mil possibilidades:
"Se a vida fosse desposar alguém,
seria a ti,
alegria em corpo de mulher.

Pensei logo em mil possibilidades:
"Se alguém fosse representar a vida,
seria ti,
força em corpo de mulher.

O dia em teus olhos,
a madrugada em tua aura,
o sopro, o sopro, o sopro
da vida em teus lábios.

Pensei logo em mil possibilidades,
mas não sou tolo assim,
bem sei o que insinuava o dedo
a te catalogar.

E fazia todo sentido que ele te chamasse
mulher da vida,
porque para ele a mulher ideal
lava, passa e goza com igual prazer,
não tem vida,
é a mulher
da morte.

+ + + + + + + + + + + + + + + + +

Agora só faltam 10 dias!!!


Escrito por Paulo DAuria às 19h33
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19/11/2009

Poemas que latem ao coração + The best of Poetas do Tietê

Não perca a conta, faltam 19 dias para o sarau dos saraus:


+ + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + +

Lançamento do livro "Poemas que latem ao coração",
com a presença do poeta Ulisses Tavares, Luisa Mell
e de vários poetas integrantes da coletânea - inclusive euzinho aqui.:
dia 28/11 às 15:00H no Pet Center Marginal
Avenida Presidente Castelo Branco, 1795



Compareça e COMPRE O LIVRO!
Além de ser um ótimo e original presente de Natal
toda a renda será revertida para entidades que cuidam dos cãezinhos abandonados


Escrito por Paulo DAuria às 14h50
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13/11/2009

A poesia de todas as coisas + Convite

É verdade que o poeta vive em busca da poesia em todas as coisas.
Mas não se trata de uma cruzada pela beleza, como acreditam os adolescentes românticos.
A poesia está na essência das coisas, essência essa nem sempre bonita de se ver.

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

Programe-se, falta 1 mês para o sarau dos saraus!
The Best Of Poetas do Tietê!


Escrito por Paulo DAuria às 18h27
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09/11/2009

Jaboticabas apanhadas no pé

Feito sonhos, quantos poemas já não foram tramados sob o barulho da chuva?
Eu não tenho a pretensão, às vésperas de 2010, de ser ou soar novo, inédito, dizer o que nem Proust, Pessoa ou Padre António Vieira tenham dito ainda.
Não.
Feito jabuticabas apanhadas no pé, aquelas com que a menina foliou-se aos 10 anos na casa da avó vão ser sempre as mais doces.
E não é que não façam mais jabuticabas como antigamente; não, agora mesmo, 20 anos depois, outra menina de 10 anos está descobrindo as suas.
Apenas isso almejo enquanto poeta, conquistar um leitor.
Que seja um poema meu que leve uma pessoa a entender que a poesia é tão essencial à vida quanto a chuva, os sonhos e os frutos.
Se uma pessoa guardar um poema meu como o deflagrador desta simples descoberta, pronto, terá valido a pena escrever de novo e de novo e de novo o que os mestres me ensinaram. Terá valido a pena catar os piolhos de Rimbaud, recolher os miolos de Maiakovski, cuspir o sangue de Bandeira.


Escrito por Paulo DAuria às 16h14
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06/11/2009


Imagem: Salvador Dali, O homem invisível

São os poetas transparentes,
transparentes como o silêncio?
Beijo, respiro, bebo, como o silêncio? 

Fingidores que são,
podem ser inclusive transparentes esses poetas?
Fingidor-eu? Fingidor-Pessoa? Fingidor-você?

Quantos e tais segredos guardam as cristaleiras do silêncio?
Transparências ocultas nos meios-tons dos entardeceres,
laranja,
azul,
vermelho,
amarelo.
Lápis,
um transparente poeta fingindo em silêncio.


Escrito por Paulo DAuria às 14h58
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27/10/2009

Primavera em São Paulo é a Parada Gay!


imagem: raphaelcarnavalesco.wordpress.com

Outro dia na Papoetaria (sábados, 11:00, Tendal da Lapa), os Poetas do Tietê faziam um brainstorm sobre agri-cultura, meio-ambiente, primavera, enfim, as infinitas possibilidades de nosso tema do mês de outubro, quando Marcelo Ferrari bem observou que a primavera é uma explosão de cores e alegria.
Na hora pensei: "Gentem, a primavera de São Paulo é a Parada Gay!"

Embora São Paulo conte com algumas espécies de árvores que nos presenteiam com suas fantásticas floradas agora no comecinho da primavera, - destaque para a Tipuana, o Ipê-Rosa, o Jacarandá Mimoso e a Sibipiruna, - a verdade é que ainda não temos jardins suficientemente bem cuidados ou um projeto paisagístico que faça da primavera um acontecimento em nossa cidade.

Muito ao contrário da Parada Gay, que de parada não tem nada. Na última edição movimentou quase 200 milhões de reais, atraiu 400 mil turistas e levou um total de 3 milhões de pessoas à Avenida Paulista.

Isso sem falar na explosão de cores e alegria!

Então está combinado, em São Paulo a primavera acontece em um fim-de-semana de junho, bem no meio do inverno!

 

crônica publicada simultaneamente em

Tema de outubro:
AGRI-Cultura

Escrito por Paulo DAuria às 15h27
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17/10/2009

Convite + Vídeos



Sábado 24/10 às 13:00H, dentro do evento Café Orgânico
no Tendal da Lapa, Rua Constança, 72
Os Poetas do Tietê apresentarão o Sarau da AGRI-cultura!
Não Perca!!!

Quer uma palhinha?
Confira os vídeos do "Sarau do Lixo?"


Escrito por Paulo DAuria às 18h06
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09/10/2009

prima vera


grafite na cidade de são paulo

O mundo anda tão maluco que nem a prima-vera prima mais pela verdade Vocês verão São paulo quinta-feira 8 de outubro onze e trinta de uma noite fria desafiando o frio fora de hora caminhando pela cidade fora de forma atravessando a degradada rua guaicurús o poeta prosseguia sussurrando poesia No mundo da lua não havia garoa fina 10 graus meia-noite ônibus errado No mundo onde ia a cabeça do poeta só havia poesia Foi quando percebeu o mendigo debaixo da marquise O papelão ajeitado à moda de cama o cobertor sujo a garrafa de coca-cola já quase sem cachaça alguma O homem só queria se ir desse mundo para qualquer lugar mais quente nem ligava se fosse o inferno Mas a realidade insistia em rodeá-lo Calçada asfalto garoa poças meia-noite são paulo E toda a poesia na cabeça do poeta se foi deixando sua cabeça vazia como a garrafa de cachaça Balão vazio que o guiava no mundo das nuvens despencou Calçada asfalto garoa poças meia-noite são paulo Muitas vezes esses tombos do mundo da lua são os que mais machucam O mundo anda tão maluco que nem a prima-vera prima mais pela verdade Vocês verão

crônica publicada simultaneamente em

Tema de outubro:
AGRI-Cultura


Escrito por Paulo DAuria às 15h42
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08/10/2009

amo-ti, E.T.

você que jaz - não em paz,
resurgindo das cinzas-cidade que o matou.
você espelho que ela evita e quebra
atraindo para si 7-centos anos de azar e ingnorância.

você onde a cidade cospe e faz pior,
você seus intestinos,
você seu coração,
você suas próprias veias que a cidade auto-injeta e envenena.

amo-ti você,
amo-ti, E.T. pousado nas entranhas da cidade.

amo-ti, E.T.,
porque você é verdadeiro,
ela é de fumaça;
você, elementar,
ela é de borracha.

amo a ti, E.T.,
porque o verdadeiro E.T. é ela,
cidade que, quando nasceu,
se batizou em tuas águas.
e quando dela nada restar,
ti, E.T.
renascerá.

Poema publicado simultaneamente em

Tema de outubro:
AGRI-Cultura

Escrito por Paulo DAuria às 17h06
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25/09/2009

Sábado tem sarau! // Vídeos

Amanhã, sábado, às 20:50 no Tendal da Lapa
os Poetas do Tietê apresentam seu novo sarau
dentro da programação da 1ª Mostra Cultural Diálogo das Artes

Não percam!

Mostra Cultural Dialogo das Artes

Querem um tira-gosto?
Confiram minhas apresentações no Sarau do Stress:

 Motorista de ônibus: estressado, eu?

Trilha sonora do stress

O poeta contemplativo

Para ver todos os vídeos do Sarau do Stress
com todos os Poetas do Tietê em ação

CLIQUE AQUI


Escrito por Paulo DAuria às 16h15
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16/09/2009

amo-ti, etê

poema publicado simultaneamente em:

tema de setembro:
"Lixo?"


Escrito por Paulo DAuria às 17h49
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04/09/2009

Esculturas de Fogo

Porque havia a urgência
desregrada,
e a demência,
fremente
(usual neste casos).

 

Porque não ansiávamos aplacar a febre,
mas arder.
Não desejávamos matar a sede:
liquifazermo-nos sim,
e liquidificarmo-nos.

 

Não havia mundo, dia
noite, nada, tudo;
apenas o momento
e a urgência
da fugaz eternidade.

Esculturas de fogo.


Escrito por Paulo DAuria às 14h49
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27/08/2009

Trilha sonora do stress / Sarau do STRESS!!!

Dizem que as estatística dizem que nas poucas horas entre o “É Fantástico” e o “está no ar o Bom-dia São Paulo”, neste curto período: domingo-à-noite-segunda-feira-de-manhã, ocorre o maior número de suicídios e ataques cardíacos na semana.

O que que é isso gente? É stress! Só de pensar, “Vai começar tudo de novo, o meu chefe, a cobrança, aquela pendência que eu ainda não consegui resolver...” Só de pensar já dá uma falta de ar, uma dor no peito, no braço esquerdo!

“Olha a hora! Seis e quarenta e cinco! Repita! Seis e quarenta e cinco!” Eu de férias, na praia, e meu vizinho me acordava todo santo dia com o rádinho de pilha e o barbeador elétrico: “Olha a hora! Seis e quarenta e seis! Repita! Seis e quarenta e seis!”
Ô meu Cristo amado! Fé-ri-aaas! Relaxa homem!
Não tem jeito, não. O paulistano acostuma com aquela hora de acordar todo dia e não desacostuma nem nas férias! Nem na aposentadoria!

“São Paulo da garoa, São Paulo terra boa!” Boa, com esse friozinho, de ficar debaixo das cobertas até mais tarde... “São Paulo que amanhece trabalhando!”
Que trabalhando? Que trabalhando? Me deixa dormir!

TRRRRIIIIIIIIIIIIIIIMMMMMMM
“São Paulo que não pode adormecer...”

Ô cidadezinha estressada, sô! Só mais cinco minutinhos!

CONVITE:

Escrito por Paulo DAuria às 14h41
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