de bondes e trens das onze
Como fosse uma São Paulo de ontem, de bondes e trens das onze, hoje a São Paulo amanheceu garoa.
São Paulo terra boa, saudosa de si mesma, grávida de tantas São Paulos que não conheci, de locomotivas que não embarquei. Adonis de um Adoniran, bela de uma Bela Vista.
São Paulo prenha de amanhãs espargidos com a garoa de uma segunda-feira fria, morna de saudades do que poderia ter sido.
na hora de escolher uma ilustração para este post, logo me lembrei da dica de exposição de meu amigo Clayton em www.pontodefuga.jor.br  fantástico trabalho de Maramgoni
Escrito por Paulo DAuria às 10h32
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Ar vou
Poema publicado simultaneamente em
 Tema de Abril: ovo No primeiro dia da Papoetaria, no Tendal da Lapa, fizemos uma dinâmica de grupo que foi o pontapé inicial de toda a produção da oficina. O mote da dinâmica não foi extamente o ovo, mas a semente. Por isso este poema parece (apenas parece) estar um pouquinho fora do tema do mês, que na verdade engloba Ovo/Semente/Nascimento. 
C O N V I T E 
Escrito por Paulo DAuria às 16h03
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Três ovos de chocolate barato
Tudo o que sei sobre o rapaz me disseram seus olhos no momento em que entrou no ônibus. Sozinho, nas mãos uma sacola branca com três ovos baratos de chocolate. Parecia apenas querer um lugar para sentar, mas era evidente o cuidado com a sacola. Quinta-feira véspera de feriado, oito horas da noite. Recém empregado em um escritório de contabilidade no Centro, saltou na Lapa para comprar os ovos. Pouco mais que uma criança, lembrava de quando sua mãe lhe trazia para escolher ovos de chocolate barato. Agora, chegara sua vez. Casado há poucos anos, dois filhos, levava o presente de Páscoa para os meninos e a esposa. Tudo o que sei sobre o rapaz me disseram seus olhos no momento em que entrou no ônibus. Sozinho, nas mãos uma sacola branca com três ovos baratos de chocolate. Parecia apenas querer um lugar para sentar, mas era evidente o cuidado com a sacola.
Escrito por Paulo DAuria às 18h22
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The crazy little thing called love

Tenho ouvido falar muito desta coisa chamada amor, poetas têm, com maior ou menor felicidade, reinventado palavras velhas, manufaturado rimas novas, para ela. Tenho ouvido falar demais De alguma coisa qualquer chamado amor, as páginas policiais dão conta de crimes de todos os graus cometidos em seu nome. Tenho ouvido e ouvido e ouvido nos bares, em rodas de amigos, amor, amor, amor, amor, amor, e litros e litros de cerveja e vinho têm sido consumidos em sua busca; e os mais profundos suspiros adolescentes tem chegado aos meus ouvidos arrancados por este mistério chamado amor, mas não consigo entender onde atina o coro de vozes tão dissonantes. O que vem a ser este amor afinal? Alucinação fantástica que vitima humanos de par em par? Peste, praga, epidemia? O que vem a ser este amor afinal? O que há de errado ou certo sobre ele? É bom ou é mal, Tristeza ou poesia?
Estaremos até o fim e o reinício dos tempos ainda procurando entender? Não era pra ser simples, não era pra ser fácil, verão e limonada, prima vera e vestidinhos de algodão? Já começou!
PAPOETARIA DO TIETÊ ::: Poesia, Prosa, 1 chôps e 2 pastel
Os Poetas do Tietê atracaram no Tendal da Lapa e estão convidando você pra entrar num barco de poesia, prosa e paulistaneidade. Pra navegar nesta oficina não é preciso prática, nem tampouco habilidade. Apenas traga sua luneta e venha descobrir junto com eles os tesouros escondidos na cidade. Todos os sábados, das 10:30 hs - 13:00 hs Tendal da Lapa (Rua Constança, 72 – Lapa) 3862-1837
Escrito por Paulo DAuria às 16h30
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